Intenções das grandes equipas não interessa aos organizadores

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Intenções das grandes equipas não interessa aos organizadores

Mensagem por Tiago Ferreira em Qua 26 Nov 2014 - 9:46

Onze equipas pertencendo ao Wordl Tour reuniram-se num projeto s que denominaram de Velon, tendo como objetivos, segundo os seus criadores três parâmetros fundamentais:
– Inovação através de novas tecnologias, quer na recolha de imagem, quer na evolução das bicicletas.
– Tornar as provas mais espetaculares, reunindo um calendário com as principais competições do mundo.
– Suporte económico para uma maior durabilidade das equipas.

O projeto agrupa onze das dezoito formações do World Tour, Garmin-Sharp , a Lotto holandesa ( sucessora da Belkin), , Lampre-Merida, Lotto-Belisol, Ettix ( ex- Omega Pharma – Quick-Step), Orica-GreenEDGE, Giant-Shimano, Sky, Tinkoff-Saxo , BMC e Trek Factory Racing, nela se destacando a ausência das três principais formações francesas, Europcar, FDJ a AG2R.

A tentativa, que tem como testas de ferro, a Tinkoff , a Ettix e a Garmin, procura desta forma avançar numa trajetória, cujo historial é de todos conhecido: – avançar decididamente para a formação de uma Liga profissional, tipo NBA, motivo pelo qual os franceses, sempre cautelosos ( têm por trás a força da ASO), fogem destas convenções que, regra geral, tem levado o ciclismo a terra de ninguém.

A altura, para os promotores é a ideal, pois o novo comandante da UCI, Brian Cookson, tarda em dar sinais de vida, não se decidindo para que lado vai cair, o que poderá colocar os principais organizadores , numa situação delicada, se ceder a grandes transformações, que possam, por exemplo, privilegiar os grandes grupos dos multimilionários Bakala ( Ettix) ou de Oleg Tinkoff, dono da equipa com o mesmo nome. E para que a equipa fique completa, o grupo Sky está mortinho por dar a golpada, nesta cena das transmissões televisivas, o que poderá colocar em perigo a sustentabilidade das provas velocipédicas, precisamente aquilo que as equipas desejam para si.

O mundo do ciclismo, porém, é algo controverso, pois se é certo que uma equipa de ciclismo fica bastante cara, tem pele menos um rentabilidade anual, que pode explorar, á custa dos organizadores, expondo os seus ciclistas na respetivas provas, agora mais do que nunca em todos os cantos do planeta, enquanto um organizador tem custos avultados, para a realização de um evento, com uma duração limitada que vai de um dia a três semanas.

Mas atenção, que as provas de três semanas poderão ter os dias contados, tal como já avisou Cookson, que afirmou se o Tour tiver de baixar para quinze dias, que remédio a ASO tem, senão acatar as decisões da UCI. Segundo os atuais dirigentes da UCI, a redução das três principais provas mundiais, Giro-Tour e Vuelta para quinze dias, teria como objetivos proporcionar a participação dos melhores ciclistas do mundo nas três provas. Considerada a mais fraca das três, e com menos perspetivas, a Vuelta poderá mesmo, no curto espaço de dois anos, passar a ser uma prova de duas semanas.

O ciclismo tenta reformar-se, esperemos, porém, que as reformas, feitas por homens sem experiência da modalidade, e com grande experiência de técnicas de marketing e de economia, não acabem aos poucos, com o interesse agonístico da modalidade.

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