Tour : tudo começou em 1983 com o Café da Colômbia

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Tour : tudo começou em 1983 com o Café da Colômbia

Mensagem por Tiago Ferreira em Sex 16 Jan 2015 - 15:11

O Tour foi até aos anos oitenta, praticamente uma questão de europeus e, destes, de uma área restrita à Europa central, agrupando Itália, Holanda, Bélgica, Espanha, Suíça e poucas mais nacionalidades se faziam representar. Poucos dinamarqueses, poucos anglófonos e mesmo os alemães não eram uma grande referência em termos de grandes equipas e ciclistas.

A primeira nota dominante, a contrariar esta tendência aconteceu em 1983, quando os colombianos do Café da Colômbia chegaram á Europa para participar no Tour, com uma classe tal na alta montanha, culminada com a coroação de Lucho Herrera, como um dos melhores trepadores de todos os tempos , e um dos poucos ciclistas que conseguiu vencer o Prémio de Montanha de Giro/Tour e Vuelta, o outro foi o espanhol Federico Bahamontes.

Foram os colombianos a dar o mote, numa precisa altura em que o ciclismo tinha urgente necessidade de se mundializar. Passados três anos, participava na Tour, pela primeira vez uma equipa norte-americana, a 7 Eleven. Davis Phinney dava, logo na primeira participação um triunfo de etapa, estávamos em 1986.

O ciclismo foi-se globalizando, mas apesar de tudo, só em 2012, se registou a primeira participação de uma formação da Oceânia, no Tour a GreenEdge. Equipas de outros países, mesmo europeus faziam a sua estreia já no século XXI, como os britânicos Sky, ou mesmo os dinamarqueses com a CSC, e os russos da Katusha ou países daí emergentes como a Astana.

Isto tudo para dizer que, depois de mais de cem anos de história, o Tour verá em 2015, pela primeira vez no seu historial uma equipa de raíz do continente africano participar na prova. Mais vale tarde do que nunca, mas o que é importante ressalvar no meio de tudo isto é que o ciclismo, mundializou-se enormemente nos últimos dez anos, quer através das equipas ou organização de provas, cada vez mais competitivas e mediatizadas.

Na verdade, com um leque de equipas ditas de primeira divisão limitado a 18 no máximo, quase outras tantas de segunda divisão, o ciclismo alargou-se consideravelmente no leque das equipas ditas continentais UCI, que proliferam por todo o mundo, sinal da grande vitalidade da modalidade e da razão de ser do ciclismo. Um ciclismo que, curiosamente, o organismo que o superintende internacionalmente tão mal trata.

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