O ciclismo democratiza-se, e os ciclistas agigantam-se quando correm em casa, tal como o fazem os portugueses, quando correm o seu pequeno Tour de onze dias

Ver o tópico anterior Ver o tópico seguinte Ir em baixo

O ciclismo democratiza-se, e os ciclistas agigantam-se quando correm em casa, tal como o fazem os portugueses, quando correm o seu pequeno Tour de onze dias

Mensagem por Tiago Ferreira em Sex 23 Jan 2015 - 10:00

O ciclismo sem montanha, é o mesmo que saborear o melhor manjar dos deuses, sem condimentos. No Tour de S.Luis, quem viu o Tour de França e quis fazer da sua prova, uma réplica das grandes etapas alpinas ou pirenaicas, não estava longe da verdade: o espetáculo é o melhor, só que, como tudo na vida, há os momentos próprios para que tantas e tão difíceis escaladas, sejam enquadradas na época.

Em janeiro, não é fácil que o espetáculo seja igual para todos os intervenientes, e as desigualdades acentuam-se, em especial para quem procura uma boa preparação, para as provas futuras, e o espetáculo sai um pouco defraudado.

Na tirada de hoje, ficou bem patente duas evidências, primeiro que Dani Diaz é o mais forte na montanha e que, afinal, Nairo Quintana, quarto no final da etapa, não está na Argentina só para treinar. O colombiano da Movistar vinha e, veio, para discutir a corrida que tinha ganho em 2014.

Quem assistiu às imagens finais da 4ª etapa, entre Villa Dolores e o Cerro do Amago, certamente terá ficado com uma ideia das dificuldades que os ciclistas tiveram de afrontar nos kms finais, numa subida muito ao jeito do Tour, num emaranhado de curvas e contracurvas, difíceis de gerir, pela inclinação e pelo vento.

Sem entrarmos em grandes considerandos, a ilação que se pode retirar deste Tour de S.Luis é que, afinal, não são só as grandes equipas e ciclistas do World Tour, pagos a peso de ouro, com os seus excessos exibicionais de autocarros, diretores e meios financeiros, que dominam o mundo velocipédico. Na América do Sul, pequenas equipas continentais que se movem com pequenas estruturas, afinal, pedem meças aos melhores do mundo, numa prova em que todas as formações correm com os mesmos meios: sem autocarros, sem grandes carros de apoio, com um reduzido staff. Aliás, autocarros há ,divididos por todas as equipas, para transporte dos ciclistas do hotel para os locais de partida e da chegada para o hotel.

Isto para dizer que, Dani Diaz está a dominar na montanha, perante Nairo Quintana, que muitos consideram o melhor trepador do mundo e que, Fernando Gaviria está a dominar, aquele que muitos consideram o melhor sprinter do planeta, Marc Cavendish. O ciclismo democratiza-se, e os ciclistas agigantam-se quando correm em casa, tal como o fazem os portugueses, quando correm o seu pequeno Tour de onze dias.

avatar
Tiago Ferreira
Admin

Mensagens : 412
Data de inscrição : 09/09/2014
Idade : 36
Localização : Lemenhe City

Ver perfil do usuário http://aventuraradical.ativoforum.com

Voltar ao Topo Ir em baixo

Ver o tópico anterior Ver o tópico seguinte Voltar ao Topo

- Tópicos similares

 
Permissão deste fórum:
Você não pode responder aos tópicos neste fórum